Desenvolvimento verde: China lança bases para cooperação ecológica global

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O desenvolvimento verde é uma característica marcante da modernização de estilo chinês. A quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional (APN) aprovou o projeto do “Código de Ecologia e Meio Ambiente”, apontando a direção do Estado de direito para a construção de uma civilização ecológica na nova era.

Observadores internacionais consideram que, durante o período do “14º Plano Quinquenal (2021-2025)”, a construção de uma “China Bela” alcançou resultados significativos, e que, no período do “15º Plano Quinquenal (2026-2030)”, a China fortalecerá o desenvolvimento de alta qualidade por meio do desenvolvimento verde, abrindo um espaço ainda mais amplo para a governança ecológica global.

Nos últimos anos, a transição verde e de baixo carbono da China tem obtido resultados notáveis. O país construiu o maior mercado de comércio de emissões de carbono do mundo e o maior sistema de fornecimento de eletricidade limpa. As emissões de dióxido de carbono por unidade de PIB caíram 5,0%, a cobertura florestal ultrapassou 25%, e a proporção de dias com boa qualidade do ar nas cidades de nível de prefeitura ou superior chegou a 89,3%.

A comunidade internacional tem testemunhado a força prática do conceito das “duas montanhas” (Águas limpas e montanhas verdes são tão valiosas quanto montes de ouro e prata), e as populações do Vietnã, Tailândia, Polônia e outros países reconhecem os avanços da China em promover simultaneamente a proteção ecológica e o desenvolvimento econômico.

Agatha Tomasi, assessora de Sustentabilidade e Cooperação Internacional da Secretaria de Estado do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Rio de Janeiro, no Brasil, visitou Shanghai, onde conheceu a base Baoshan da Baosteel e o Centro de Utilização de Energia Renovável de Baoshan. Segundo ela, as empresas chinesas causaram uma forte impressão, ao cumprir suas responsabilidades ambientais, enquanto aumentam sua competitividade.

“Na minha visão, o conceito das ‘duas montanhas’ orienta as decisões econômicas e ambientais da China para o longo prazo”, afirmou. Tomasi destacou ainda que a transição verde da China traz oportunidades para áreas como a descarbonização industrial e a economia circular no Brasil, e que ampliar o diálogo tecnológico e a troca de experiências entre os dois países contribuirá para a construção conjunta de um modelo de crescimento mais sustentável e resiliente.

A China segue firmemente o caminho da prioridade ecológica. Seus produtos verdes, como energia eólica e solar, são exportados para mais de 200 países e regiões, fornecendo 70% dos equipamentos de energia eólica e 80% dos componentes fotovoltaicos do mundo, o que contribuiu para a queda significativa dos custos globais dessas tecnologias.

A capacidade instalada de energia eólica e solar da China atingiu antecipadamente a meta de sua Contribuição Nacionalmente Determinada para 2030, enquanto a participação do consumo de energia limpa subiu para 30,4%. Por meio de tecnologia, capacidade produtiva e experiência institucional, o país apoia a transição energética dos países em desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, a China compartilha ativamente sua experiência em desenvolvimento verde. Por meio de intercâmbios tecnológicos no combate à desertificação, da iniciativa “substituição do plástico por bambu” e da exportação de tecnologias de irrigação eficiente, o país coopera com outras nações na construção de um mundo limpo.

Representantes da África do Sul, Gâmbia e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura afirmam que a experiência chinesa em desenvolvimento verde oferece importantes referências para os países do Sul Global. Em áreas como o combate à desertificação e gestão sustentável do solo, as soluções chinesas estão impulsionando a proteção ecológica mundial.

Fonte: Diário do Povo da China

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