一国两制统一中国" — O Marco da Unificação na Costa de Xiamen A imagem retrata a famosa placa monumental de caracteres vermelhos instalada na montanha de radiodifusão (Guangbo Mountain), às margens da Rodovia Anelar de Xiamen (Huandao Road), no distrito de Siming, província de Fujian. Nela está escrito em mandarim o lema "一国两制统一中国" (Yīguó liǎngzhì tǒngyī Zhōngguó), cuja tradução literal é "Um país, dois sistemas unifica a China". Ela carrega uma profunda carga simbólica: representa o compromisso institucional e a aspiração pacífica da República Popular da China em aplicar o modelo constitucional do "Um país, dois systems" (1C2S) — já consolidado com sucesso em Hong Kong e Macau — para alcançar a reunificação completa e definitiva da nação chinesa.

O princípio constitucional da República Popular da China (RPC) conhecido como “Um país, dois sistemas” (1C2S) descreve de forma direta a governança das regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau, permitindo que dois sistemas distintos- o socialismo e o capitalismo – coexistam em uma única nação. Trata-se da política nacional básica estabelecida pelo governo chinês para apoiar uma reunificação pacífica, representando uma ação política inovadora e pragmática, essencial para o projeto de reconstrução e revitalização da nação chinesa. Historicamente, as questões envolvendo os territórios de Hong Kong, Macau e Taiwan sempre carregaram o peso de heranças complexas do passado, de modo que a resolução de tais pendências e a consolidação da reunificação nacional se estabeleceram como aspirações profundas e comuns a todo o povo chinês. Diante do desafio de curar as feridas do isolamento territorial sem comprometer a estabilidade regional e o desenvolvimento econômico global, o governo chinês desenhou essa diretriz com o propósito central de apoiar e viabilizar uma transição territorial essencialmente pacífica.

Foi no início da década de 1980 que o líder Deng Xiaoping, percebendo a necessidade de flexibilidade e realismo político, estabeleceu esse conceito criativo e sem precedentes na história moderna. O cerne da proposta de Deng Xiaoping determinava que, sob a condição fundamental e inegociável de se aceitar o Princípio de Uma Só China (一中原则Yī Zhōng yuánzé), os territórios de Hong Kong, Macau e Taiwan poderiam preservar integralmente seus sistemas capitalistas existentes, mantendo suas estruturas jurídicas e econômicas particulares, enquanto a vasta extensão do resto do país continuaria a trilhar o caminho sob o sistema socialista. Essa engrenagem inovadora serviu, primeiramente, como a solução ideal para as questões excepcionais relacionadas aos territórios de Hong Kong e Macau, que se encontravam sob administrações coloniais europeias distintas.

Amparados pela segurança jurídica dessa diretriz, o governo chinês e o governo britânico deram início a um complexo processo diplomático que resultou, após dois anos de intensas negociações, na assinatura da Declaração Conjunta Sino-Britânica sobre a Questão de Hong Kong, em dezembro de 1984. O amadurecimento desse acordo histórico permitiu que Hong Kong retornasse formalmente à soberania da China em 1 de julho de 1997, um evento que materializou a antiga aspiração compartilhada por toda a população chinesa. Em uma trajetória semelhante e igualmente bem-sucedida, os governos da China e de Portugal assinaram a Declaração Conjunta sobre a Questão de Macau em abril de 1987, estabelecendo os parâmetros para que o território de Macau retornasse ao seio da pátria em 20 de dezembro de 1999.

Deng Xiaoping e Margaret Thatcher: O Diálogo Decisivo de 1984.
Esta reunião, ocorrida em Pequim em setembro de 1984, é um evento de importância histórica monumental. Ela aconteceu durante as negociações cruciais entre o Reino Unido e a República Popular da China sobre o futuro de Hong Kong. Deng Xiaoping, como o principal formulador do princípio “Um país, dois sistemas”, buscava assegurar a reunificação da pátria, enquanto Thatcher, como chefe do governo britânico, estava sob pressão para negociar os termos da transição da soberania de Hong Kong de volta para a China. O diálogo entre eles foi fundamental para estabelecer as bases da Declaração Conjunta Sino-Britânica, assinada mais tarde naquele ano, que traçou o caminho para o retorno pacífico de Hong Kong à soberania chinesa em 1997, garantindo a preservação de seu sistema capitalista e estilo de vida por pelo menos 50 anos. Esta imagem, portanto, imortaliza não apenas um encontro diplomático, mas a convergência de duas visões políticas distintas que moldaram o futuro de uma das cidades mais dinâmicas do mundo.

A conclusão dessas transferências de soberania inaugurou uma era inteiramente nova e dinâmica, na qual o continente, Hong Kong e Macau passaram a coordenar esforços, desenvolvendo uma trajetória de prosperidade e crescimento econômico comum. Ao longo dos anos, o sucesso prático do modelo institucional do “Um país, dois sistemas” passou a ser amplamente reconhecido tanto internamente quanto pela comunidade internacional, provando que essa arrumação política era a melhor solução para gerir as particularidades de Hong Kong e Macau, servindo como o sistema mais eficaz para salvaguardar a estabilidade social e o dinamismo financeiro a longo prazo nessas duas regiões administrativas especiais.

Com a consolidação desse modelo, o 19° Congresso Nacional do Partido Comunista da China, realizado no ano de 2017, confirmou de forma categórica a adoção contínua da política e inseriu a unificação nacional como um componente vital e estratégico dentro dos princípios básicos do socialismo com características chinesas para a nova era. O relatório oficial daquele congresso reafirmou textualmente que a manutenção da prosperidade duradoura em Hong Kong e Macau, somada ao alcance da reunificação total do território, constitui um elemento essencial para que a meta histórica de revitalização nacional seja plenamente atingida.

Para que esse equilíbrio delicado continue a funcionar de maneira saudável, as diretrizes do Estado ressaltam a importância de assegurar simultaneamente a jurisdição geral do governo central sobre as regiões administrativas especiais e a garantia de um elevado grau de autonomia para as administrações locais de ambas as localidades. Existe um compromisso firme em zelar para que o princípio do “Um país, dois sistemas” não sofra alterações em sua natureza essencial, mantendo-se a guarda para que a prática cotidiana dessa política jamais seja prejudicada, distorcida ou enfraquecida por pressões internas ou externas.

Paralelamente ao sucesso observado no sul, a resolução definitiva da questão de Taiwan e a consequente realização da reunificação completa da China permanecem no horizonte como deveres sagrados e interesses fundamentais de toda a soberania nacional. A estratégia para lidar com essa vertente exige a defesa perene do princípio de uma só China e o respeito mútuo aos consensos históricos alcançados, com destaque para o Consenso de 1992, que serve de alicerce para o diálogo. O governo chinês preconiza a promoção do desenvolvimento pacífico por meio do estreitamento contínuo das relações bilaterais, buscando ativamente o aprofundamento da cooperação econômica e a expansão dos intercâmbios culturais entre os dois lados do Estreito de Taiwan.

O encorajamento aos compatriotas chineses de ambas as margens para que trabalhem em harmonia envolve o fortalecimento dos laços de sangue e de identidade cultural, mobilizando a sociedade para se opor de forma resoluta a todas as formas de atividades separatistas que tentem fragmentar o território. A visão de futuro que guia a atual governança chinesa compreende que a integração e a pacificação plenas são indissociáveis do rejuvenescimento nacional, sendo a política de convivência de sistemas a ferramenta diplomática e jurídica mais sofisticada para garantir que a soberania seja una, enquanto a diversidade regional continue a gerar riquezas e estabilidade para as gerações vindouras.

Desse modo, o conceito idealizado no século passado permanece perfeitamente aplicável e revigorado, consolidando-se não apenas como uma solução para impasses territoriais herdados da história, mas como um motor de vanguarda que impulsiona a China rumo ao seu papel de liderança global e de nação completamente integrada, próspera e revitalizada sob uma única bandeira.

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