A equipe curatorial da China anunciou sua retirada da Bienal de Gwangju, na Coreia do Sul, depois que os organizadores permitiram a participação da região de Taiwan, pertencente à China, sob um nome inconsistente com seu status, informou a Embaixada da China na Coreia do Sul em um comunicado divulgado na quinta-feira.

A embaixada e o Consulado Geral da China em Gwangju realizaram diversas rodadas de comunicação com o governo da cidade metropolitana de Gwangju e a Fundação Bienal de Gwangju a respeito da questão de Taiwan, segundo o comunicado. A China participou ativamente da bienal e apoiou seu sucesso, ao mesmo tempo em que enfatizou que os organizadores deveriam aderir à política da Coreia do Sul em relação à China, bem como ao direito e às práticas internacionais.

“Só existe uma China no mundo, e Taiwan é parte inalienável do território chinês. A única designação de Taiwan nas Nações Unidas é ‘Taiwan, Província da China’. A participação da região de Taiwan em atividades multilaterais deve ser conduzida de acordo com o princípio de Uma Só China”, afirmou o comunicado.

Artistas chineses se retiraram da Bienal de Gwangju depois que os organizadores permitiram que o nome “Taiwan” fosse usado em uma exposição. FOTO: AFP

No entanto, os organizadores da bienal persistiram em práticas errôneas e concordaram abertamente em permitir que a região de Taiwan, pertencente à China, participasse sob um nome completamente inconsistente com seu status, violando gravemente o princípio de Uma Só China e minando diretamente a base política das relações entre China e Coreia do Sul. A China se opõe firmemente a isso e jamais aceitará tal conduta, afirmou o comunicado, acrescentando que a equipe curatorial chinesa anunciou sua retirada em forte protesto.

O comunicado observou que as relações entre China e Coreia do Sul retomaram o caminho correto de melhoria e desenvolvimento desde o ano passado, um desenvolvimento que atende aos interesses fundamentais de ambos os lados e deve ser valorizado. Reconheceu ainda que o governo da cidade de Gwangju se desculpou publicamente pela designação errônea relacionada a Taiwan e reafirmou seu compromisso com o princípio de Uma Só China, e que o governo sul-coreano reiterou recentemente, em diversas ocasiões, que sua posição em relação a Uma Só China permanece inalterada.

“Lamentavelmente, um número muito pequeno de políticos e grupos sociais sul-coreanos, por seus próprios interesses egoístas, desafiou a linha vermelha da China sobre a questão de Taiwan, feriu os sentimentos do povo chinês e interrompeu a melhoria e o desenvolvimento das relações China-Coreia do Sul”, afirmou o comunicado. “As autoridades taiwanesas tentaram todos os meios para buscar uma solução na Coreia do Sul e conspiraram com forças políticas nos bastidores.”

“A determinação da China em salvaguardar seus interesses fundamentais e se opor às forças separatistas pró-independência de Taiwan é inabalável. Nenhuma pessoa ou força que tente usar a ‘carta de Taiwan’ para perturbar as relações China-Coreia do Sul terá sucesso”, concluiu.

A embaixada instou veementemente os organizadores da bienal e o governo da cidade de Gwangju a corrigirem imediatamente seus erros e evitarem um impacto negativo grave na reputação da bienal e nas relações entre a China e a Coreia do Sul. “A China reserva-se o direito de salvaguardar seus próprios interesses”, acrescentou.

Fonte: Global Times

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui