China lança Plano de Modernização da Educação para 2035: Foco em Alta Qualidade

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O plano de Modernização da Educação da China para 2035 foi lançado para definir a direção do desenvolvimento do setor educacional, passando da “capacidade” para a “qualidade”, e para que a modernização da educação apoie a modernização da China.

O documento estabelece as metas de criar um sistema educacional moderno de aprendizagem ao longo da vida, com educação pré-escolar universal de qualidade, ensino fundamental e médio equilibrado, além de educação profissional aprimorada e ensino superior mais competitivo. A educação para pessoas com deficiência também deve ser melhorada, para que o sistema educacional atenda melhor a toda a sociedade.

O plano para 2035 inclui oito objetivos: 1) virtude, 2) desenvolvimento integral, 3) orientação para as pessoas, 4) aprendizagem ao longo da vida, 5) ensino personalizado, 6) integração de conhecimento e prática, 7) desenvolvimento integrado, 8) coconstrução e compartilhamento.

Para alcançar esses objetivos, o plano para 2035 identifica diversas tarefas, incluindo: aprimorar a qualidade dos professores e a infraestrutura educacional (leis, políticas, quadro de qualificações, avaliação e acompanhamento), reduzir a desigualdade e universalizar o acesso à educação, promover a aprendizagem ao longo da vida e modernizar todos os setores da educação, com foco especial na educação pré-escolar e na formação profissional.

O Plano destaca as seguintes ações:

  • Transformação Digital: Utilizar IA (Inteligência Artificial) e big data para construir uma plataforma nacional de “Educação Inteligente” para aprimorar o ensino e o serviço público.
  • Alinhamento dos currículos com a Estratégia Nacional: Alinhar as disciplinas universitárias diretamente com os avanços científicos e tecnológicos e as necessidades econômicas.
  • Fortalecimento do Ensino Profissional/Superior: Integrar a indústria ao ensino profissional, promover universidades de pesquisa de alto nível e apoiar áreas fundamentais ou interdisciplinares, particularmente em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

O plano de implementação também define ações para alcançar essas metas, inclusive em áreas que foram priorizadas em outras estratégias nacionais, como, por exemplo, a integração da indústria na educação profissional no “Plano de Implementação da Reforma Nacional da Educação Profissional”, o “Plano de Ação Educacional da Iniciativa Cinturão e Rota” e o desenvolvimento da região Centro-Oeste promovido em planos como “As Orientações do Gabinete Geral do Conselho de Estado sobre a Aceleração do Desenvolvimento da Educação no Centro-Oeste” e o “Plano de Promoção do Ensino Superior no Centro-Oeste”.

De acordo com o plano de implementação, será desenvolvido um sistema de avaliação abrangente para a Iniciativa “Dupla Primeira Classe”. A China também implementará diversos projetos no ensino superior, visando o desenvolvimento de disciplinas, o empreendedorismo, a inserção profissional de estudantes de graduação e a pesquisa e o desenvolvimento acadêmico de estudantes de pós-graduação.

Ainda no âmbito do plano de implementação, a China busca maior eficiência e transparência na gestão de joint ventures sino-estrangeiras, otimizar a distribuição dos Institutos Confúcio e promover melhor o ensino da língua chinesa. Os objetivos da colaboração internacional parecem estar fortemente focados na “Iniciativa Cinturão e Rota”.

Nos próximos posts, detalharemos cada uma das ações previstas no plano

Hélio Teixeira
Hélio Teixeirahttps://grupobrachi.com
Hélio Teixeira é pesquisador, professor efetivo da rede pública estadual de Alagoas e fundador do Grupo BraChi. Sua atuação acadêmica concentra-se no estudo estratégico do modelo desenvolvimentista chinês, com ênfase na intersecção entre o Sistema Nacional de Inovação Tecnológica e as Políticas de Alívio e Erradicação da Pobreza da China. Pautado na premissa de que a pobreza não é um destino inevitável, mas um desafio de governança, política e educação, Teixeira sustenta que a cooperação bilateral com o país asiático constitui uma alternativa estratégica e um importante vetor para que o Brasil projete sua própria trajetória de modernização e soberania no século XXI.

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