O Observatório Astronômico Nacional da China anunciou, nesta terça-feira, a divulgação do mais recente conjunto de dados do LAMOST, consolidando o projeto como o maior levantamento espectroscópico do mundo. A nova base, chamada DR13, reúne mais de 30 milhões de espectros coletados entre 2011 e 2025.
Ao todo, foram disponibilizados 30 milhões de espectros, cerca de 13 milhões de baixa resolução e 17 milhões de média resolução, além de um catálogo com aproximadamente 13 milhões de parâmetros estelares. Os dados abrangem milhares de áreas de observação e oferecem um dos retratos mais detalhados já produzidos do céu.
Desde sua criação, o LAMOST tem sido amplamente utilizado pela comunidade científica internacional. Mais de 1,9 mil pesquisadores de 278 instituições em países como Estados Unidos, Alemanha, Bélgica e Dinamarca já utilizaram os dados do telescópio, resultando em mais de 2,2 mil artigos científicos. Nos últimos anos, o projeto tem contribuído com mais de 300 publicações anuais, sendo mais de 40% assinadas por pesquisadores estrangeiros.
Considerado a primeira grande infraestrutura científica nacional da China na área de astronomia, o LAMOST opera há 14 anos e tem sido fundamental para estudos sobre a estrutura e evolução da Via Láctea. As observações também impulsionaram avanços na busca por exoplanetas, objetos compactos, quasares e na física estelar, posicionando o telescópio entre os mais relevantes do mundo em sua categoria.



