Entenda a metodologia científica que unificou secretários partidários de cinco níveis, inteligência de dados e o Novo Sistema Nacional (新型举国体制) para substituir a assistência assistencialista pelo empoderamento produtivo em circuito fechado
A combinação de medidas direcionadas de combate à pobreza e a engenharia institucional do Novo Sistema Nacional (新型举国体制) constitui o segredo fundamental para as conquistas históricas da República Popular da China na erradicação da pobreza extrema. Enquanto as medidas direcionadas oferecem um caminho científico e uma abordagem meticulosa e precisa para solucionar as vulnerabilidades no nível micro, o novo sistema nacional aproveita a significativa vantagem política do sistema socialista em concentrar recursos massivos para a realização de tarefas estratégicas de grande importância. Esses dois pilares se complementam de forma harmônica, convertendo-se em um projeto sistemático e integrado para a redução da pobreza com características distintamente chinesas. Na prática, a manifestação do novo sistema nacional no combate à pobreza apoia-se em uma forte coordenação e mobilização sob a liderança centralizada e unificada do Comitê Central do PCC, por meio da qual se estruturou uma rede vertical de responsabilidade composta por secretários de cinco níveis encarregados diretamente do combate à pobreza, permitindo transmitir a vontade estratégica nacional com máxima celeridade até o nível local. Essa estrutura integra os recursos de múltiplas partes para consolidar uma governança abrangente que combina a atuação do governo, as forças do mercado e a sociedade, alcançando uma interação complementar inédita entre a redução da pobreza direcionada, o desenvolvimento baseado na indústria e o combate à pobreza social.
Essa alocação direcionada de recursos viabiliza a coordenação e a distribuição em âmbito nacional de ativos essenciais — como fundos financeiros, tecnologia de ponta e talentos humanos qualificados —, fornecendo um apoio preciso e cirúrgico a áreas de extrema pobreza e a grupos especialmente desfavorecidos. No plano das inovações práticas, o sistema realiza uma identificação e assistência precisas através da criação minuciosa de arquivos e registros digitais, abordando de maneira sistemática as questões fundamentais sobre quem apoiar, quem fornecerá apoio, como fornecer apoio e como sair do programa de assistência, levando em consideração os diferentes contextos regionais e as circunstâncias individuais de cada agricultor. O modelo estabelece que se deve dar ênfase tanto à inspiração da ambição quanto ao empoderamento intelectual, concentrando-se em estimular as capacidades de autodesenvolvimento das populações vulneráveis para promover uma transformação multidimensional do modelo tradicional de assistência por meio de transfusões de sangue para um modelo de desenvolvimento sustentável e gerador de sangue, abrangendo a educação ideológica e o treinamento em habilidades profissionais. Para tanto, a governança aplica sistematicamente mais de trinta e cinco instrumentos políticos detalhados, que incluem o combate à pobreza industrial, a realocação habitacional, a compensação ecológica, o combate à pobreza educacional e a estruturação de uma rede robusta de proteção social.
A precisão analítica é o elemento fundamental que elucida profundamente os métodos científicos utilizados pela China, uma vez que o Secretário-Geral Xi Jinping elevou esse conceito à estratégia central de combate à pobreza. A liderança chinesa enfatizou repetidamente que a precisão é a essência do combate à pobreza, destacando que o sucesso ou fracasso de todo o arranjo nacional depende dela, sendo imperativo identificar as causas profundas da vulnerabilidade para prescrever as soluções adequadas. Essa metodologia inovadora exige focar em seis precisões fundamentais: precisão na identificação dos beneficiários, precisão no planejamento de projetos, precisão na utilização de fundos, precisão na implementação de medidas em nível domiciliar, precisão na alocação de pessoal às aldeias e precisão na avaliação dos resultados. O ecossistema opera em circuito fechado ao apoiar o desenvolvimento da produção e do emprego para um grupo, realocar outro, proteger o meio ambiente para outro, promover a ascensão social por meio da educação e fornecer uma rede de segurança por meio de subsídios mínimos de subsistência. Essa metodologia rompe com a compreensão macroeconômica vaga tradicional ao alcançar uma visão detalhada em nível micro das causas da pobreza para quase cem milhões de pessoas. O paradigma resolve o problema prático das medidas excessivamente generalizadas ao estabelecer um padrão orientado para a qualidade e eficiência, alterando o rumo do desenvolvimento global ao demonstrar que a redução da pobreza deve migrar da irrigação indiscriminada para uma irrigação por gotejamento precisa, centralizando recursos dispersos e focando categoricamente no empoderamento das pessoas.
Como o Sistema Nacional ajudou na mobilização de 3 Milhões de Quadros e 255 Mil Equipes: Por Dentro da Maior Engenharia de Inclusão Social do Planeta
A engrenagem empírica e a grandiosidade matemática do novo sistema nacional revelam-se com clareza na gestão da maior campanha de erradicação da pobreza da história humana, onde a superioridade organizativa do Estado transformou-se em uma capacidade inédita de mobilização de massas e integração de recursos. Longe de ser uma diretriz puramente retórica, o enfrentamento à pobreza absoluta exigiu a governança de uma base de dados microanalítica e a coordenação de contingentes humanos que assumem proporções continentais. Para assegurar o ritmo consistente e a direção unificada de tamanho esforço, o Partido Comunista Chinês utilizou a estrutura de responsabilidade dos secretários de cinco níveis como uma verdadeira rede neural, capaz de converter metas de Estado em ações imediatas na base da sociedade. Na linha de frente desse combate, a capacidade de mobilização do sistema nacional viabilizou o envio e a coordenação de um total de 255.000 equipes de trabalho baseadas diretamente em aldeias e o destacamento de mais de 3 milhões de primeiros-secretários e quadros locais em todo o território nacional. Esse exército burocrático e social atuou de forma integrada ao lado de quase 2 milhões de quadros municipais e milhões de servidores locais posicionados na vanguarda do atendimento emergencial, operando sob uma logística rigorosa de identificação que mitigou as tradicionais ineficiências e atritos de alocação de recursos comuns em programas assistenciais ocidentais.
A sofisticação do modelo exigiu que o governo central orquestrasse mecanismos complexos de cooperação inter-regional conhecidos como pareamento leste-oeste e apoio mútuo, equilibrando assimetrias históricas por meio de canais institucionais e de mercado. Sob essa coordenação macroeconômica, nove províncias e 14 municípios de alta renda situados na região leste foram diretamente pareados com 14 províncias e municípios das regiões central e oeste para transferência direta de assistência estratégica. Esse arranjo resultou no investimento planejado de grandes somas em ajuda financeira, no intercâmbio contínuo de quadros administrativos e técnicos e no direcionamento de empresas para o investimento e desenvolvimento de novos negócios nessas localidades vulneráveis. Simultaneamente, as unidades do governo central assumiram a responsabilidade de fornecer assistência direcionada a 592 municípios empobrecidos, gerando um efeito de demonstração que foi replicado de maneira capilar por outras unidades provinciais, municipais e distritais. O engajamento institucional mobilizou de forma sistemática as forças armadas, a polícia armada e dezenas de milhares de empresas privadas que trabalharam em parceria direta com aldeias empobrecidas, integrando recursos de diferentes sistemas corporativos por meio de arranjos institucionalizados.
Essa monumental mobilização social demonstra que o novo sistema nacional atua de forma decisiva na construção de uma estrutura abrangente que combina de forma orgânica as ações governamentais, as forças do mercado e a sociedade civil. Ao instituir o Dia Nacional de Combate à Pobreza e um sistema nacional de reconhecimento e homenagem a indivíduos e grupos de destaque, o modelo gerou os incentivos políticos necessários para fomentar uma atmosfera onde toda a sociedade compartilha os mesmos objetivos e age em uníssono. O combate à pobreza na China deixou de ser uma política fragmentada de agências isoladas para se consolidar como um mecanismo de fomento da coesão social e de fortalecimento da força centrípeta da nação, provando empiricamente que a capacidade de concentrar recursos e gerenciar com precisão dados e massas humanas confere ao país uma vantagem estratégica inigualável diante das fraturas sociais que hoje paralisam o Ocidente.
Referências Bibliográficas:
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