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Nova Organização Mundial de Alfabetização Científica estreia em Pequim

Com 32 membros fundadores de cinco continentes, a Organização Mundial para a Alfabetização Científica surge para combater a exclusão digital e democratizar o acesso ao conhecimento global.

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PEQUIM — A Organização Mundial para a Alfabetização Científica (Em chinês: 世界科学素质组织 – Shìjiè Kēxué Sùyǎng Zǔzhī. Em inglês: The World Organization for Science Literacy) fez sua estreia oficial em Pequim no âmbito da abertura da Conferência Mundial sobre Alfabetização Científica de 2026, consolidando um importante marco no cenário global da divulgação científica. Registrada na capital chinesa no mês de junho e apoiada diretamente pela Associação Chinesa para Ciência e Tecnologia, a nova instituição surge como uma plataforma global dedicada a conectar nações e orientar sociedades inteligentes rumo a um desenvolvimento benéfico e inclusivo, conforme dados divulgados conjuntamente pelas agências Xinhua e pelo veículo Global Times.

Composta inicialmente por 32 membros fundadores distribuídos em 21 países da Ásia, Europa, América do Sul, África e Oceania, a entidade foca em fomentar a cooperação internacional, intensificar a inovação colaborativa e fortalecer os laços entre ciência, tecnologia e a sociedade. Na cerimônia inaugural, Li Shulei, chefe do Departamento de Propaganda do Comitê Central do Partido Comunista da China, reforçou que o país tem priorizado simultaneamente o avanço tecnológico e a divulgação científica por meio de reformas legislativas e campanhas de engajamento popular. De acordo com o dirigente, a fundação do novo organismo projeta a cooperação internacional em letramento científico para um novo patamar de relevância estratégica.

Por sua vez, o presidente da organização, Wu Xiangping, chamou a atenção para as acentuadas disparidades de conhecimento que ainda persistem entre diferentes regiões, gêneros e comunidades do planeta, ressaltando a urgência de quebrar barreiras para assegurar que os avanços científicos beneficiem toda a humanidade de forma equitativa. Ele pontuou que o avanço vertiginoso da inteligência artificial exige respostas estruturadas de governança, permitindo que especialistas utilizem o novo fórum para combater a exclusão digital e capacitar o público geral diante de transformações tecnológicas rápidas.

Reiterando a importância dessa visão, Shahbaz Khan, representante da UNESCO para o Leste Asiático, lembrou que a governança da inteligência artificial deve ter como premissas a transparência e os direitos humanos, evitando que a modernização resulte em maiores desigualdades sociais. Complementando os debates sobre os desafios contemporâneos, Elies Molins, copresidente da Federação Mundial de Trabalhadores Científicos, ponderou que o letramento científico se tornou um requisito fundamental para que a população compreenda não apenas os potenciais, mas também os riscos associados às novas fronteiras do conhecimento humano.

A criação do organismo reflete também os avanços internos da China no setor, cuja taxa de alfabetização científica da população atingiu 16,74% em 2025 — superando significativamente o índice de 10,56% registrado no ano de 2020. Além das iniciativas domésticas, o país busca expandir suas contribuições internacionais, levando exposições itinerantes de museus e estabelecendo polos tecnológicos agrícolas em diversas regiões do Sul Global, promovendo a integração contínua do conhecimento como motor de progresso global.

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